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FIM DE TARDE


Uma folha cai suavemente, em um salto leve,
Refletindo a luz do sol, como um brilho que se atreve.
Como uma bailarina, em um pouso tão perfeito,
O vento faz ondulações, um movimento bem sujeito.

Uma criança corre, espirrando água brilhante,
Reflexo do chão, como um brilho constante.
A folha varre o vento com serenidade,
Até uma rua movimentada, que a leva com intensidade.
Só para ser atropelada e levada mais alto por uma bicicleta a todo vapor.
Que nem pelo outro parece ter amor.

Atrás um prédio, bem no alto
Com um quarto todo enfeitado
Uma mulher pintando na tela em branco
Seu marido chega para a abraçar
O amor está no ar!

Pássaros passando
Que lindo dia para se ter asas e sair voando
As nuvens passam deslizando,
como se a brisa fosse uma velha amiga.

O céu brilha em laranja e rosa
as montanhas mais claras do que neve
refletindo as casas onde os cachorros latem açoitados
obrigados apenas a assistir
Sem poder latir e perseguir

Os gatos serelepes
brigando nos telhados
brincando e pulando como se fossem lebres

O dia está quase no fim
Mas "mais uma" grita o moço para o artista que ganha seu pão, sua refeição
Cantando na praça onde todos podem visitar
Mas quase ninguém passa por lá

Por fim a folha cai
achando seu lugar
no meio de tantas outras caídas, mas quem vai ligar?
Ela ama estar ali, com suas amigas, as quais são tão
parecidas.
Por fim, ela vê o sol se pôr
Com todo seu glamour
Esperando o outro dia para o receber com louvor.

Parnamirim/RN, 5 de dezembro de 2025

Lívia Lima dos Santos.

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