CANSADO DE SE SENTIR LESADO, CONSUMIDOR EXPULSA ELETRICISTAS DA AMAZONAS ENERGIA COM UM TERÇADO
O consumidor manauara, que já paga uma das tarifas de energia mais caras do país, volta a se sentir desrespeitado diante de denúncias envolvendo a atuação da concessionária Amazonas Energia. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram equipes realizando vistorias em residências sem aviso prévio e retirando trechos de fiação elétrica, o que gerou revolta entre moradores.
Segundo relatos enviados à reportagem, a prática estaria ocorrendo em diferentes bairros de Manaus. Consumidores afirmam que não foram notificados previamente sobre as inspeções e que, mesmo com contas em dia, tiveram fios retirados de suas residências, o que levanta sérios questionamentos sobre a legalidade e a transparência das ações adotadas pela concessionária.
Em um dos casos mais emblemáticos, um morador, indignado com a situação, reagiu de forma exaltada e expulsou os trabalhadores do local. A Amazonas Energia informou que a equipe terceirizada realizava uma vistoria de “auto religado”, procedimento aplicado quando há religação irregular após corte por inadimplência. No entanto, moradores contestam essa versão e afirmam que a ação foi arbitrária.
O episódio expõe uma relação cada vez mais desgastada entre a concessionária e a população. Para quem paga caro pela energia elétrica e convive com constantes oscilações no fornecimento, quedas frequentes e cobranças consideradas abusivas, a sensação é de estar sendo penalizado duas vezes: no bolso e no direito à informação.
Especialistas destacam que qualquer vistoria deve respeitar o Código de Defesa do Consumidor, garantindo aviso prévio, identificação adequada dos agentes e explicação clara sobre os procedimentos realizados. A ausência desses cuidados transforma o que deveria ser uma fiscalização técnica em um ato de intimidação.
Após a divulgação dos vídeos, a reportagem recebeu uma enxurrada de mensagens denunciando situações semelhantes. O clamor popular é por respeito, transparência e justiça. O consumidor não pode ser tratado como suspeito por padrão, especialmente quando cumpre suas obrigações financeiras.
Diante das denúncias, cresce a cobrança para que órgãos fiscalizadores e o Ministério Público acompanhem de perto a atuação da concessionária. Energia elétrica é um serviço essencial, e quem paga caro por ele não pode continuar se sentindo lesado, desinformado e desprotegido.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Amazonas Energia informa que, na última sexta-feira (02/01), uma equipe terceirizada foi agredida enquanto trabalhava na Rua São Domingos Sávio. No momento do ocorrido, os técnicos realizavam uma vistoria de “auto religado”. Esse procedimento é feito quando o cliente, após ter a energia suspensa por falta de pagamento, religa a sua energia por conta própria, sem autorização da distribuidora.
Durante a ação, um morador reagiu de forma violenta, causando danos significativos ao veículo da empresa, que teve a lataria amassada e os vidros quebrados com o uso de uma arma branca (terçado). A situação representou grave risco à integridade física dos profissionais, podendo ter resultado em uma tragédia.
Além disso, uma escada foi retirada do local de forma indevida, o que poderia ocasionar o rompimento de cabos da rede elétrica, gerando risco de acidente grave ou fatal, tanto para os envolvidos quanto para a população da área.
A polícia foi acionada e acompanhou a equipe no local. Ao executar o serviço, os técnicos confirmaram que o morador estava auto religado, restabelecendo o fornecimento de energia por conta própria e sem autorização da empresa.
A Amazonas Energia reforça que não houve qualquer agressão por parte dos colaboradores ou da equipe terceirizada, conforme demonstram os registros em vídeo do ocorrido. Informações que circulam em alguns blogs e redes sociais, atribuindo a agressão aos profissionais da empresa, não condizem com a realidade dos fatos.
A empresa repudia qualquer forma de violência, reafirma seu compromisso com a segurança de seus colaboradores, parceiros e da população, e informa que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas, incluindo o registro da ocorrência junto às autoridades competentes.

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