BUROCRACIA E DESRESPEITO: CIDADÃOS ENFRENTAM MADRUGADAS, ERROS E DEMORA DE ANOS PARA CONSEGUIR DOCUMENTOS EM MANAUS
A busca por um direito básico tem se transformado em um verdadeiro sofrimento para centenas de cidadãos em Manaus. Quem precisa solicitar a segunda via de certidões de nascimento ou casamento enfrenta longas filas, burocracia excessiva, atendimento precário e até erros graves nos documentos emitidos pelo sistema ligado ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), no Fórum Henoch Reis, localizado no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul da capital.
O jornalista Chagas Tardelly viveu na pele a dificuldade enfrentada diariamente pela população. Segundo ele, foram necessárias quatro idas ao local, chegando às 4h da manhã, para conseguir uma das apenas 30 senhas distribuídas por dia para atendimento na Corregedoria Geral de Justiça.
“É desumano o que fazem com a população. O cidadão precisa madrugar, enfrentar fila e ainda ser tratado com ignorância por alguns servidores. Parece que estamos pedindo favor, quando na verdade estamos buscando um direito garantido por lei”, afirmou o jornalista.
O problema não terminou após o atendimento. Chagas solicitou, em novembro de 2025, a segunda via da certidão de casamento da mãe e também a segunda via da própria certidão de nascimento. No entanto, ambos os documentos foram emitidos com erros.
Mesmo apresentando a via antiga da certidão como base para conferência, a nova certidão de nascimento do jornalista saiu com o nome da mãe incorreto.
“É revoltante. Eu entreguei a certidão antiga justamente para evitar erros e, mesmo assim, erraram o nome da minha mãe. Agora preciso entrar em um novo processo para corrigir algo que não foi erro meu”, desabafou Chagas Tardelly.
Após os erros, os documentos foram encaminhados para correção por meio da Defensoria Pública do Estado do Amazonas. Porém, segundo relatos de usuários do serviço, muitas pessoas desconhecem que o processo de alteração judicial pode levar até dois anos para ser concluído, dependendo da análise do juiz responsável.
A dona de casa Francisca Ventura, de 60 anos, também relatou indignação com a situação enfrentada no local.
“A gente sofre demais. Chega de madrugada, passa horas esperando e ainda é mal atendida. Parece que o pobre não tem valor. Eu saí daqui chorando de tanta humilhação”, contou emocionada.
Além da demora e dos erros, outra reclamação constante é a postura de parte dos servidores públicos que atuam no atendimento. Usuários relatam falta de paciência, respostas grosseiras e ausência de informações claras sobre os procedimentos necessários.
Enquanto isso, cidadãos manauaras seguem enfrentando filas, cansaço e incertezas para conseguir documentos que deveriam ser entregues de forma simples, rápida e respeitosa.
Nossa equipe entro em contato com a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que informou que a demanda e de responsabilidade da Corregedoria Geral de Justiça. Nossa equipe conversou com assessoria da Corregedoria Geral de Justiça, onde formos bem atendidos e ficaram de verificar a situação e entrar em contato com a nossa redação. Vamos continuar acompanhando o caso.




Nenhum comentário